CAPÍTULO 3
Assim que Gabriela chegou a sua casa, ela sentiu vontade de nunca mais voltar ali. Haviam duas pessoas sentadas no sofá, uma delas era seu pai. Droga, mais sermões.
- boa noite, pai. – disse ela com um nojo crescente dentro de si – que má notícia o traz aqui desta vez? Alguém morreu?
- Bom dia, minha querida filha. Como você pode perceber, sua atitude de adolescente em crise me fez sair de uma reunião de negócios e vir aqui para socorrer sua mãe. Ela está internada agora, mas já está bem.
- E isso te dá o direito de trazer sua nova puta pra casa, pai? – O tom de desgosto na voz de Gabriela fez seu pai se levantar ameaçadoramente.
- Você não tem o direito de falar assim! Ela é a minha secretária!
- Claro que é! Só minha mãe não percebe que você a trai. Eu sei de tudo, Carlos Bérgamo, eu sinto nojo de carregar o seu sobrenome!
- FORA DA MINHA CASA AGORA!
- Com todo o prazer.
Tudo o que restava para Gabriela naquele momento era um amigo esquecido há pouco tempo. A única pessoa que poderia dar apoio a ela naquele momento e ajudá-la a não mais ser uma idiota hipócrita era Kevin. Não que ele esbanjasse segurança, de forma alguma. Kevin era a pessoa mais perigosa que ela conhecia. Mas, afinal, quem melhor do que um maníaco para moldar uma mente insegura?
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